Introdução Alimentar Complementar

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Formação em Nutrição pela Universidade Federal de Alfenas, UNIFAL-MG. Durante a graduação foi participante de grupo de gestantes em que dava assistência nutricional e monitora na disciplina de Nutrição Materno Infantil por dois períodos. Pós-graduada em Nutrição Materno Infantil pela Universidade Estácio de Sá. Pós-graduanda em Nutrição Materno Infantil na Prática Clínica e Ortomolecular pela FAPES.

A introdução alimentar complementar é um momento importante para o bebê e que gera muitas dúvidas aos pais. Mas o assunto é bastante simples, portanto, nada de ficar de cabelo em pé!

Os receios, em especial entre mamães de primeira viagem, estão relacionados a aceitação dos alimentos por parte do bebê, os efeitos no organismo dele e também quando é o momento correto para iniciar essa fase tão cheia de expectativas.

Há quem diga que pode iniciar antes, porém, o corpo do bebê só conta com a formação suficiente para processar os alimentos a partir do sexto mês completo. Antes disso, o organismo não está preparado para receber os alimentos sólidos complementares à sua dieta. Órgãos como o estômago e o intestino ainda estão amadurecendo para digerir e processar essa alimentação. Por isso, recomendo exclusivamente o aleitamento materno até os seis meses, e para a mãe que por algum motivo não amamenta, deve-se manter o bebê na dieta com a fórmula receitada pelo pediatra durante o mesmo período.

Uma dúvida frequente sobre a introdução alimentar diz respeito à maneira de oferecer os alimentos à criança. Não é necessário usar liquidificador, processador nem peneira, basta amassar os alimentos com a colher mesmo. A presença de pequeninos pedaços dos alimentos é importantes para o estímulo da habilidade de mastigar desse bebê e até para atenuar o reflexo de gag, em que se aprende a ter o controle dos movimentos dos alimentos na boca e evitar o tão temido engasgo.

Comece oferecendo uma fruta por dia, durante uma semana. Ofereça cada dia uma fruta diferente para evitar monotonia alimentar, em um horário aproximado, mas sem estipular uma rotina rígida e persistindo diariamente mesmo que haja uma recusa. A opção por frutas da estação é uma boa estratégia, pois estas encontram-se mais maduras e mais saborosas.

Na segunda semana, você pode inserir a papinha com um componente de cada grupo alimentar (cereais ou tubérculos, leguminosas, proteína animal e hortaliças – verduras e legumes) como uma pequena refeição principal sendo o almoço. Também sem triturar, processar ou peneirar, iniciando com os alimentos mais amassadinhos e à medida que o bebê for acostumando, deixar cada vez pedacinhos maiores.

Na terceira semana, insere-se uma fruta também na parte da tarde.

E então partir da quarta semana, essa papinha que já faz parte do cotidiano do bebê durante o almoço pode entrar na hora do jantar.

Essa transição para a introdução alimentar deve sempre ser acompanhada do aleitamento materno, já que os alimentos sólidos são complementares até um ano de vida do bebê.

Não é recomendável oferecer à criança alimentos em forma de suco, pois diferente do que muitas mamães pensam, o suco natural não é saudável para a criança, já que ao ingerir um suco, o açúcar da fruta adentra o organismo isolado e não é metabolizado pelo fígado, o que sobrecarrega o sistema hepático que na criança ainda está se formando. Sal e açúcar também não devem sem usados no preparo dos alimentos, pois mascaram seus reais sabores.

O objetivo é educar o paladar da criança estimulando hábitos saudáveis, para que ela tenha uma boa interação com os alimentos e, a partir de um ano de idade, possa consumir a alimentação da família.

A IAC deve ser feita de maneira lenta, gradativa, sem forçar, respeitando a individualidade de cada lactente e seu tempo e ritmo. Essa fase é extremamente gostosa de se ver o desenvolvimento do bebê, e por isso tem que ser curtida, sem estresse. A nutrição deve se adequar à necessidade de cada indivíduo e à realidade da família. Para que isso ocorra de maneira leve e bem amparada com as devidas orientações e boas dicas, consulte sempre um nutricionista materno infantil.

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