Regina Maura de Souza Barbosa, M.A.

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Atividade artística baseada no uso da palavra e da gestualidade, além da função de entretenimento, o teatro exerce o poder de aguçar nosso espírito, colaborando para a formação de um juízo crítico, em relação ao mundo em que vivemos. Graças, ainda, à capacidade que tem de agregar a si elementos valiosos como a música, a cenografia, o vestuário, além de efeitos de luz, som e decoração, ele merece ser lembrado. Da apresentação de peças ao ar livre nos anfiteatros gregos e romanos, muitos ainda em uso, o teatro evoluiu, no correr dos tempos, para atividades intra muros, em edifícios onde os espetáculos estão a salvo das intempéries, facilitando a utilização dos modernos recursos disponíveis.

Segundo os antigos moradores de Batatais, dentre eles minha avó Clarinda, outrora moradora da casa número seis da Rua Coronel Joaquim Rosa, que na primeira metade do século passado, muitas eram as companhias que aqui aportavam, lotando as casas de espetáculo existentes, notadamente o teatro São Carlos, também conhecido como São João e Teatro Municipal, situado na esquina da Praça Dr. Washington Luis com a atual Rua Santos Dumont, então denominada Rua do Teatro, além de outra casa menor, nas imediações das Faculdades Claretianas. Mais tarde, o Monsenhor Joaquim Alves Ferreira, batataense ilustre, preocupado com as questões culturais, dotou a cidade com o Salão Santa Cecília, situado na esquina da Rua Monsenhor Alves com a Avenida dos Andradas. Conta, ademais, Jean de Frans (José Augusto Fernandes), que, em meados do século dezenove, teria ocorrido aqui um movimento em prol da construção de um teatro, o qual, infelizmente, não vingou.

ilustre, preocupado com as questões culturais, dotou a cidade com o Salão Santa Cecília, situado na esquina da Rua Monsenhor Alves com a Avenida dos Andradas. Conta, ademais, Jean de Frans (José Augusto Fernandes), que, em meados do século dezenove, teria ocorrido aqui um movimento em prol da construção de um teatro, o qual, infelizmente, não vingou.

As atividades artísticas que sucederam à desativação dos nossos antigos teatros passaram, então, a ocorrer, no antigo Cine Santa Helena, fundado em 1928 e, depois, batizado como São Joaquim, em homenagem ao Monsenhor Joaquim Alves Ferreira, além dos clubes locais, a saber: o Quatorze de Março e a Sociedade Recreativa Beneficente Operária. As apresentações, porém, eram ocasionais, constando, sobretudo, de shows, recitais de poesia e música, quando não de espetáculos de humor. Todavia, o desejo de ver a cidade equipada com um prédio dedicado às atividades artísticas, à altura das suas expectativas, jamais abandonou os batataenses, até que, graças ao empenho de dois professores do EEPG “Sílvio de Almeida” junto ao poder público, José Carlos Cintra e Gilberto Ribeiro Alves, ocupantes, respectivamente, das cadeiras de Português e Educação Artística e organizadores do grupo teatral TABA, a cidade foi contemplada com a doação de um teatro, após a vitoriosa participação do citado grupo num concurso de âmbito estadual ( 1963), em que conquistou a primeira colocação, com a peça de autoria do dramaturgo norueguês Henrick Ibsen, “Espectros”. Embora sua pedra fundamental tenha sido lançada em 1965, somente em 1979, a casa de espetáculos foi, finalmente, inaugurada.

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